Aprenda a se livrar das armadilhas da busca orgânica do Google

Segundo o Relatório de Ameaças do McAfee Labs, existem mais de 550 milhões de malwares (softwares maliciosos) conhecidos. Sem querer, entramos em contato com boa parte desses programas prejudiciais, navegando normalmente na internet, realizando tarefas cotidianas e buscas convencionais.

Isso acontece devido a um falso sentimento de segurança, gerado pela confiança nos sites de busca. “O mais importante é prestar muita atenção no endereço do link e verificar se é de uma fonte conhecida, pois criminosos utilizam links muito parecidos com os verdadeiros para fazer com que o usuário acesse um site com conteúdo malicioso”, explica Aylton Inácio.

Inácio é webmaster da Microcamp e especialista em busca orgânica. O termo busca orgânica se refere a uma pesquisa feita na internet que tem como resultado links não pagos, também chamados de não patrocinados. Essa procura pode ser feita por diversos sites dedicados a isso, como Google, Bing ou Yahoo.

Devido ao interesse estratégico que existe na busca orgânica, pequenas, médias e grandes empresas investem em SEO (Search Engine Optimization), um conjunto de técnicas para aumentar os acessos de um site e melhorar seu posicionamento nos resultados orgânicos dos mecanismos de busca.

“Os sites de busca aumentam a qualidade de seus resultados frequentemente com base em critérios técnicos e de conteúdo, mas não existe uma marcação específica para links maliciosos”, diz Inácio. Ele recomenda manter o sistema operacional, o antivírus e o navegador sempre atualizados para minimizar a dor de cabeça causada depois de clicar em links maliciosos.

Nesse sentido, para ter proteção extra, existem ferramentas gratuitas que ajudam a verificar a confiabilidade dos endereços listados em uma busca orgânica, como o SiteAdvisor. Outra preocupação são as URLs curtas, pois elas mascaram o destino real de seu navegador.

Sobre as extensões “.com”, “.net”, “.gov” ou “.org”, o especialista recomenda cautela. Sites governamentais usam “.gov.br” e entidades não governamentais “.org.br”. “Deve-se atentar aos sites que são apenas “.org” (sem .br), pois eles podem ser registrados sem documentação oficial.

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